segunda-feira, 30 de maio de 2016

Km 19


KM 19



Km 19 é o fato que ocorreu com maratonista que sofreu ataque do coração no referido quilômetro, voltou a correr e superou a si próprio.

Cristiano (nome do atleta), desculpe, não quero atropelar seu livro, é só um artigo, não quero que sirva para atrapalhar, somente para colaborar com a sua história para as demais referências necessárias para o estímulo de vida que todos nós precisamos.

Portanto, sendo oportunista, com o propósito de tornar o exemplo de superação a chance para que todos tenham a chance que você teve, tenho por missão retirar o argumento direto para tornar o exemplo a referência para as linhas que escreverei daqui para adiante.

Cristiano morreu por 16 minutos e sete segundos em corrida, no quilômetro 19, que após tratamento conseguiu tomar o curso do obstáculo para superá-lo.

Na vida, os muitos quilômetros 19 que temos por enfrentar, via de regra se tornam o limite de não ultrapassagem, o qual, na verdade foi criado, ou melhor, devidamente colocado para ser superado.

Óbvio que a superação não é disponível para todos, há circunstâncias em que o objeto do obstáculo é efetivamente determinar o ponto final daquele curso de vida então vivido.

Como separar é que são elas, porque Cristiano, apesar de devidamente assistido por equipe médica, não pode propalar que seu exemplo de superação serve para todos, serve, na verdade para todos quantos tenham como capacidade e função transpor aquela meta.

Quem chega no ponto fictício determinado Km 19 e tem que ali ficar, assistindo quem pode transpor o obstáculo, deve observar o que o fez chegar naquele ponto, daquela forma, e, dali em diante buscar a modificação do estado de vida, para passar a tratar da carcaça que todos carregamos, em comunhão com objeto por ela traçado, corrompido, de alguma forma com o estilo de vida até então trabalhado.

Não se pode dizer que o atleta que sofre o embate do Km 19, tratou seu corpo de maneira não de acordo com a prescrição da prática que o ensino desportivo recomenda, as razões que levam a este tipo de evento, segundo os tratados médicos, vão muito além, por serem excepcionais, vão de problemas congênitos, de ordem médica até condições do meio desfavoráveis para o momento.

O atrevimento de ingressar na seara médica, resulta do fato de que em procedimento cirúrgico, que seria comum, também tive esta segunda chance do Km 19, e, como resultado, vi que seria possível buscar outros horizontes diversos dos que vivia antes, sobretudo, deixar de lado os padrões que me levaram a uma vida diminuta. Até vergonhosa. Pois não fazia sentido para ninguém muito menos para mim.

Depondo a ingenuidade e a mesquinhez de minha história, passei a observar o meio e a humanidade de maneira diversa, passando a ver a oportunidade de modificar as condições adversas de práticas de vida de erro cíclico, para buscar na existência a evolução contínua em favor do próximo e da vida na terra, passando a crescer pessoalmente com esta prática.

Enxergar o mundo com os olhos de que é possível evoluir, sair do Km 19 de uma forma ou de outra, seja fisicamente, ou pura e simplesmente porque aproveita a segunda chance dada, é que faz a diferença.

O cuidado que se tem que ter, é que as pessoas sequer, como eu antes, entendem porque falar tanto em cuidar da humanidade e do meio ambiente com exploração de forma sustentável, para ser tão importante para garantia da manutenção da vida na terra.

Neste mistério, não se pode ser avesso ao desenvolvimento já existente, com os meios de produção e investimentos já realizados, se pode e deve otimizar os métodos de produção, adequando-os as novas necessidades de humanidade.

Mais do que isto, não se pode admitir mais tratar o controle de produção ser tratado no meio econômico como jogo, como brincadeira, porque sendo a atividade produtiva séria, não pode tratar a consequência da produção de outra maneira senão científica, segura, e, sobretudo, profissional.

As atividades bancárias e de bolsa de valores ao redor do mundo, quando buscam garantir a produção por meio de captação de recursos através de investidores, precisam ter na seriedade a confiança de quem deposita suas economias.

A seriedade não pode ser medida como voto puro e simples de confiança, por regras de direito comercial internacional pautada nos usos e costumes, que acabam deixando todas as economias a mercê da insegurança.

O trabalho da organização mundial do comércio, no afã de buscar desregulamentação de entraves burocráticos nas relações interpessoais e comerciais, com oposição dos países com temor de não proteção de suas economias internas, têm a tensão que deve ser dirimida pela prática da ciência, da tolerância, do respeito, da garantia legislada, e, com possibilidade de ser efetivamente exigida como cobrada de que todos se desenvolvam sem prejuízo de ninguém.

Partimos do pressuposto que grandes economias ditem regras de direito econômico para economias menores, por falta de possibilidade de crença de estabilidade, que confiram aos contratos as garantias de execução, porque vender sem receber não é seguro para ninguém.

Em contrapartida, vender sem critérios de respeito as economias locais de menor capacidade econômica, torna a vulnerabilidade injusta do ponto de vista de recuperação da economia e equilíbrio entre pobres e ricos como meta da vida na terra.

Todos, sem exceção, têm o direito de produzir, e trazer renda em favor de todos. O que não existe, é o ponto de equilíbrio que tornará as dissenções sem razão de existir.

Quando rivais não se tornam capazes de sentar na mesma mesa para buscar o ponto de equilíbrio, apaziguando o acirramento de ânimos, decorre do fato que o desequilíbrio de forças se torna preponderante, enfraquecendo a força que deve prevalecer de oportunidade de crescimento igual para todos.

A paz na terra, decorre do fato de que todos lucrando em equilíbrio não há motivo para lutar.

A indústria armamentista, que não lucra com a paz, tem que ter a força de encontrar novas formas de produzir sem falir, já que muito emprega.

Neste sentir, não é deixar de lado as medidas de proteção internas, mas buscar ver que o lucro de venda de armas de exterminação em massa, tem que ser substituídos por armas de garantia para a sobrevivência de maneira preventiva.

A pergunta é, como prever? A atividade criminal desembestada somente existe e resiste em situações de muita diferença social ou que não havendo diferença social, não há atividade social entre os membros da comunidade que torna a vida intensa e sentida.

Formas de captar cada cidadão para viver o equilíbrio social, sem afetar a individualidade e os segredos de vida justamente guardados, não afetam o interesse social de manter a indústria armamentista com atividade destinada ao controle de crimes de natureza material ou contra a vida.

As exceções sempre existirão, mas hoje se pode prever e atribuir fatores de risco, e, deles praticar a prevenção.

Em verdade, as economias em desnível não servem em nada para ninguém, há pessoas na terra que se vangloriam de possuir patrimônios sem igual, mas esquecem que não levarão para o outro lado da vida nem um centavo furado.

O dinheiro acumulado precisa ser valorizado, não para ser taxado indevidamente, mas precisa ser cobrado o seu uso em favor do desenvolvimento da erradicação das desigualdades sociais.

Não é difícil, nem utópico. O que é necessário para começar, é mensurar todos os dados produtivos e geopolíticos, buscando trabalhar a equação de equilíbrio econômico, em favor da produção em conjunto com as condições dignas de cada ser humano vivente na terra.

Propus a criação do Órgão Internacional inspecionado pela ONU com vistas, a, com empresas reconhecidamente idôneas e de sucesso, implantar programas econômicos, com vistas ao reequilíbrio da atividade comercial e financeira entre as nações.

Muitas iniciativas podem tratar do assunto, o foco principal, é ser honesto e eficaz, de resto, querendo, o homem derruba qualquer empecilho.

Hélio Barreto dos Santos Filho

heliobsf@terra.com.br


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