KM 19
Km 19 é o fato que ocorreu com maratonista que sofreu ataque do
coração no referido quilômetro, voltou a correr e superou a si próprio.
Cristiano (nome do atleta), desculpe, não quero atropelar seu
livro, é só um artigo, não quero que sirva para atrapalhar, somente para
colaborar com a sua história para as demais referências necessárias para o
estímulo de vida que todos nós precisamos.
Portanto, sendo oportunista, com o propósito de tornar o exemplo de
superação a chance para que todos tenham a chance que você teve, tenho por
missão retirar o argumento direto para tornar o exemplo a referência para as
linhas que escreverei daqui para adiante.
Cristiano morreu por 16 minutos e sete segundos em corrida, no
quilômetro 19, que após tratamento conseguiu tomar o curso do obstáculo para
superá-lo.
Na vida, os muitos quilômetros 19 que temos por enfrentar, via de
regra se tornam o limite de não ultrapassagem, o qual, na verdade foi criado,
ou melhor, devidamente colocado para ser superado.
Óbvio que a superação não é disponível para todos, há
circunstâncias em que o objeto do obstáculo é efetivamente determinar o ponto
final daquele curso de vida então vivido.
Como separar é que são elas, porque Cristiano, apesar de
devidamente assistido por equipe médica, não pode propalar que seu exemplo de
superação serve para todos, serve, na verdade para todos quantos tenham como
capacidade e função transpor aquela meta.
Quem chega no ponto fictício determinado Km 19 e tem que ali ficar,
assistindo quem pode transpor o obstáculo, deve observar o que o fez chegar
naquele ponto, daquela forma, e, dali em diante buscar a modificação do estado
de vida, para passar a tratar da carcaça que todos carregamos, em comunhão com
objeto por ela traçado, corrompido, de alguma forma com o estilo de vida até
então trabalhado.
Não se pode dizer que o atleta que sofre o embate do Km 19, tratou
seu corpo de maneira não de acordo com a prescrição da prática que o ensino
desportivo recomenda, as razões que levam a este tipo de evento, segundo os
tratados médicos, vão muito além, por serem excepcionais, vão de problemas
congênitos, de ordem médica até condições do meio desfavoráveis para o momento.
O atrevimento de ingressar na seara médica, resulta do fato de que
em procedimento cirúrgico, que seria comum, também tive esta segunda chance do
Km 19, e, como resultado, vi que seria possível buscar outros horizontes
diversos dos que vivia antes, sobretudo, deixar de lado os padrões que me
levaram a uma vida diminuta. Até vergonhosa. Pois não fazia sentido para
ninguém muito menos para mim.
Depondo a ingenuidade e a mesquinhez de minha história, passei a
observar o meio e a humanidade de maneira diversa, passando a ver a
oportunidade de modificar as condições adversas de práticas de vida de erro
cíclico, para buscar na existência a evolução contínua em favor do próximo e da
vida na terra, passando a crescer pessoalmente com esta prática.
Enxergar o mundo com os olhos de que é possível evoluir, sair do Km
19 de uma forma ou de outra, seja fisicamente, ou pura e simplesmente porque
aproveita a segunda chance dada, é que faz a diferença.
O cuidado que se tem que ter, é que as pessoas sequer, como eu
antes, entendem porque falar tanto em cuidar da humanidade e do meio ambiente
com exploração de forma sustentável, para ser tão importante para garantia da
manutenção da vida na terra.
Neste mistério, não se pode ser avesso ao desenvolvimento já
existente, com os meios de produção e investimentos já realizados, se pode e
deve otimizar os métodos de produção, adequando-os as novas necessidades de
humanidade.
Mais do que isto, não se pode admitir mais tratar o controle de
produção ser tratado no meio econômico como jogo, como brincadeira, porque
sendo a atividade produtiva séria, não pode tratar a consequência da produção
de outra maneira senão científica, segura, e, sobretudo, profissional.
As atividades bancárias e de bolsa de valores ao redor do mundo, quando
buscam garantir a produção por meio de captação de recursos através de
investidores, precisam ter na seriedade a confiança de quem deposita suas
economias.
A seriedade não pode ser medida como voto puro e simples de
confiança, por regras de direito comercial internacional pautada nos usos e
costumes, que acabam deixando todas as economias a mercê da insegurança.
O trabalho da organização mundial do comércio, no afã de buscar
desregulamentação de entraves burocráticos nas relações interpessoais e
comerciais, com oposição dos países com temor de não proteção de suas economias
internas, têm a tensão que deve ser dirimida pela prática da ciência, da
tolerância, do respeito, da garantia legislada, e, com possibilidade de ser
efetivamente exigida como cobrada de que todos se desenvolvam sem prejuízo de
ninguém.
Partimos do pressuposto que grandes economias ditem regras de
direito econômico para economias menores, por falta de possibilidade de crença
de estabilidade, que confiram aos contratos as garantias de execução, porque
vender sem receber não é seguro para ninguém.
Em contrapartida, vender sem critérios de respeito as economias
locais de menor capacidade econômica, torna a vulnerabilidade injusta do ponto
de vista de recuperação da economia e equilíbrio entre pobres e ricos como meta
da vida na terra.
Todos, sem exceção, têm o direito de produzir, e trazer renda em
favor de todos. O que não existe, é o ponto de equilíbrio que tornará as
dissenções sem razão de existir.
Quando rivais não se tornam capazes de sentar na mesma mesa para
buscar o ponto de equilíbrio, apaziguando o acirramento de ânimos, decorre do
fato que o desequilíbrio de forças se torna preponderante, enfraquecendo a
força que deve prevalecer de oportunidade de crescimento igual para todos.
A paz na terra, decorre do fato de que todos lucrando em equilíbrio
não há motivo para lutar.
A indústria armamentista, que não lucra com a paz, tem que ter a
força de encontrar novas formas de produzir sem falir, já que muito emprega.
Neste sentir, não é deixar de lado as medidas de proteção internas,
mas buscar ver que o lucro de venda de armas de exterminação em massa, tem que
ser substituídos por armas de garantia para a sobrevivência de maneira preventiva.
A pergunta é, como prever? A atividade criminal desembestada
somente existe e resiste em situações de muita diferença social ou que não
havendo diferença social, não há atividade social entre os membros da
comunidade que torna a vida intensa e sentida.
Formas de captar cada cidadão para viver o equilíbrio social, sem
afetar a individualidade e os segredos de vida justamente guardados, não afetam
o interesse social de manter a indústria armamentista com atividade destinada
ao controle de crimes de natureza material ou contra a vida.
As exceções sempre existirão, mas hoje se pode prever e atribuir
fatores de risco, e, deles praticar a prevenção.
Em verdade, as economias em desnível não servem em nada para
ninguém, há pessoas na terra que se vangloriam de possuir patrimônios sem
igual, mas esquecem que não levarão para o outro lado da vida nem um centavo
furado.
O dinheiro acumulado precisa ser valorizado, não para ser taxado
indevidamente, mas precisa ser cobrado o seu uso em favor do desenvolvimento da
erradicação das desigualdades sociais.
Não é difícil, nem utópico. O que é necessário para começar, é
mensurar todos os dados produtivos e geopolíticos, buscando trabalhar a equação
de equilíbrio econômico, em favor da produção em conjunto com as condições
dignas de cada ser humano vivente na terra.
Propus a criação do Órgão Internacional inspecionado pela ONU com
vistas, a, com empresas reconhecidamente idôneas e de sucesso, implantar
programas econômicos, com vistas ao reequilíbrio da atividade comercial e
financeira entre as nações.
Muitas iniciativas podem tratar do assunto, o foco principal, é ser
honesto e eficaz, de resto, querendo, o homem derruba qualquer empecilho.
Hélio Barreto dos Santos Filho
heliobsf@terra.com.br
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